Que jovem é a mão sobre a tua pele
quando se transforma em carícia.
Não pela agilidade dos dedos,
mas pela memória que desperta.
Num gesto antigo, a pele conhece
antes do pensamento
e estremece em silêncio,
como quem lembra o próprio nome
dito num sussurro. Há um calor lento nesse toque,
sem pressa nem promessa.
Desenha caminhos que não ferem,
apenas insistem.
A mão aprende o relevo do teu corpo
como quem lê um poema
sem entender todas as metáforas,
saboreando cada pausa,
cada suspiro suspenso entre dois versos.
E então a carícia deixa de ser gesto
e passa a ser tempo.
Fica.
Habita.
É jovem porque não conhece o fim,
porque toca como se fosse a primeira vez,
Quando o desejo não tem pressa em possuir,
e quer permanecer.
e passa a ser tempo.
Fica.
Habita.
É jovem porque não conhece o fim,
porque toca como se fosse a primeira vez,
Quando o desejo não tem pressa em possuir,
e quer permanecer.
albino santos
*Reservados Todos os Direitos de Autor
*Reservados Todos os Direitos de Autor
Querido Albino,
ResponderEliminarteu texto é de uma delicadeza madura, dessas que sabem que o desejo também pode ser silêncio e permanência. A carícia que descreves não é urgência, é memória viva corpo que reconhece antes de entender. Há poesia no modo como o tempo se instala no gesto e fica. Um poema que toca sem invadir, que permanece como um sussurro longo.
Abraço
Fernanda
Hay caricias que no solo calman la piel, sino que llegan al alma , esas son las que dejan huella y perduran en el tiempo. Un corto relato, poema muy sutil . Un abrazo y muy feliz noche.
ResponderEliminarCarícias que envolvem, sugerem caminhos e se deixam ficar....É a sutileza do toque que a pele acolhe, sente e gosta. Parabéns pelo poema!!! Belissimo!
ResponderEliminarBeijos!
Profundo poema. Te mando un beso.
ResponderEliminarWowww mi bello Albino, que
ResponderEliminarpoema acariciante, ese roce
de pieles y pasion, te quedo divino,
felicidades mi amigo.
Besitos dulces
Siby
Un poema elegante y sensual, un abrazo Albino.
ResponderEliminarMuchas sutileza siempre en tus poemas románticos. Preciosa forma como poetizas las caricias cuando las manos no son tan jóvenes pero son pacientes y cariñosas.
ResponderEliminarUn placer la lectura Albino.
Un abrazo.
Tus versos son sedosas caricias para el lector, que se desliza suavemente por tu poesía.
ResponderEliminarPrecioso!
Un beso
Ola Albi! este poema da-me a sensacao de um ceu estrelado de verao, quando se sente que tudo no mundo esta bem! muito bonito, caro poeta, e mais uma vez, Feliz Ano Novo!
ResponderEliminarUm poema que reflete sobre o toque como experiência profunda e sensível, indo além do físico para alcançar a memória e o tempo. A carícia surge como algo que nasce do reconhecimento silencioso entre corpos, quase instintivo, onde o sentir antecede o pensar. Há uma delicadeza madura no modo como o desejo é apresentado: não apressado, não possessivo, mas atento, presente e disponível para permanecer. A juventude não está na idade, mas na capacidade de viver o encontro como se fosse sempre o primeiro, com entrega e escuta.
ResponderEliminarMuito bom caro A.S.
Gostei!
Bom final de semana amigo poeta.
Beijo!
Caricias estos versos de enorme depurada capacidad descriptiva, Poeta...
ResponderEliminarAbrazo hasta vos!!
Poeta Albino, boa noite de paz!
ResponderEliminarO afeto não tem pressa, é lento para a expressão embora o coração almeje rapidez.
Bonito o conjunto.
Tenha dias abençoados!
Abraços fraternos
Un análisis emocional, que trasciende y se hace eterno en esa caricia, que va más allá del tiempo, Albino...Eres un mago, que haces vibrar al poema, toma vida y nos envuelve a todos.
ResponderEliminarMi abrazo siempre, poeta.
Qué sutil y pasajera puede ser una caricia y también, qué importante y trascendental. El lenguaje de la piel tiene su idioma, su historia, su impronta. Creo que algunas veces en la vida somos el espacio donde la caricia pasa, marca, despierta, pernocta y transforma, pero somos inconscientes de ello, hasta que algo en nosotros evoca y explota. Absolutamente precioso amigo. Un fuerte abrazo.
ResponderEliminarP A T Y
PD: me disculpo porque he estado un poco ausente en los blogs, espero que el resto del mes sea de mayor quietud para contar con más tiempo y comentar como me agrada y mis amistades poéticas merecen. ¡Viva la poesía y quienes la creamos!