Quando a noite traz a saudade
indolente e profunda
entre escarpas de risos e mágoas
e o meu olhar vago e inerte
poisa na lonjura
olhando a vertigem do tempo
onde a luz é um acorde silencioso
que me desperta e agita,
Tu, que conseguiste arrancar-me
do torpor dos dias
onde vagueiam as sombras exaustas,
deixa passar a solidão das horas,
desfolha as pétalas da noite
onde declina o rumor das estrelas.
Guarda um gesto de ternura
nas tuas mãos,
ensina-me o caminho dos teus desejos
e aguarda-me nos teus sonhos
pontuais como a noite.
albino santos
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