EU NÃO ARDO NAS SOMBRAS, CONSTRUO ALVORADAS!...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

A CARÍCIA


Que jovem é a mão sobre a tua pele
quando se transforma em carícia.
Não pela agilidade dos dedos,
mas pela memória que desperta.
Num gesto antigo, a pele conhece
antes do pensamento
e estremece em silêncio,
como quem lembra o próprio nome
dito num sussurro.

Há um calor lento nesse toque,
sem pressa nem promessa.
Desenha caminhos que não ferem,
apenas insistem.
A mão aprende o relevo do teu corpo
como quem lê um poema
sem entender todas as metáforas,
saboreando cada pausa,
cada suspiro suspenso entre dois versos.

E então a carícia deixa de ser gesto
e passa a ser tempo.
Fica.
Habita.
É jovem porque não conhece o fim,
porque toca como se fosse a primeira vez,
Quando o desejo não tem pressa em possuir,
e quer permanecer.



albino santos
*Reservados Todos os Direitos de Autor

7 comentários:

  1. Querido Albino,

    teu texto é de uma delicadeza madura, dessas que sabem que o desejo também pode ser silêncio e permanência. A carícia que descreves não é urgência, é memória viva corpo que reconhece antes de entender. Há poesia no modo como o tempo se instala no gesto e fica. Um poema que toca sem invadir, que permanece como um sussurro longo.


    Abraço
    Fernanda

    ResponderEliminar
  2. Hay caricias que no solo calman la piel, sino que llegan al alma , esas son las que dejan huella y perduran en el tiempo. Un corto relato, poema muy sutil . Un abrazo y muy feliz noche.

    ResponderEliminar
  3. Carícias que envolvem, sugerem caminhos e se deixam ficar....É a sutileza do toque que a pele acolhe, sente e gosta. Parabéns pelo poema!!! Belissimo!
    Beijos!

    ResponderEliminar
  4. Wowww mi bello Albino, que
    poema acariciante, ese roce
    de pieles y pasion, te quedo divino,
    felicidades mi amigo.

    Besitos dulces

    Siby

    ResponderEliminar
  5. Un poema elegante y sensual, un abrazo Albino.

    ResponderEliminar
  6. Muchas sutileza siempre en tus poemas románticos. Preciosa forma como poetizas las caricias cuando las manos no son tan jóvenes pero son pacientes y cariñosas.
    Un placer la lectura Albino.
    Un abrazo.

    ResponderEliminar