Como sílaba incendiada no feno
és um rasgão de prata
no rumor vegetal das searas.
Inventas os gestos nas vagarosas sombras.
Propagas o fascínio
da íntima linguagem do amor
no sedutor resvalar das brisas.
Desfazes nas mãos a orografia das palavras
na precária eternidade da luz.
És a cicatriz petrificada
da lava
ainda a arder de tanto ser hesitação.
És uma linda mariposa incendiando o poema!...
albino santos
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