Hoje o sol nasceu no
meu quarto.
Não entrou pela janela – aconteceu.
Como acontecem certas memórias
que regressam sem aviso.
A luz pousou devagar sobre a cama desfeita,
percorreu um livro esquecido
sobre a cama,
as roupas abandonadas na cadeira,
os cantos onde a solidão costuma esconder-se.
E por instantes, tudo pareceu respirar contigo.
Aqueceu-me a alma
como quem conhece
as partes frias de um coração cansado.
Depois beijou-me a boca,
com aquela ternura rara
das coisas que chegam para ficar,
ainda que durem apenas um amanhecer.
Fechei os olhos.
Deixei-me ficar imóvel, entre a luz e a saudade.
O sol tinha o teu nome!
albino santos
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Ella era tu Sol, Albino, un abrazo!
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