Na ânsia de te ver chegar,
esventro a noite, rasgo o silêncio
e deixo as minhas mãos à tua procura.
Sou porta aberta, pele em fogo
e respiração suspensa.
As horas escorrem lentas
pelas paredes nuas do meu peito
e as sombras buscam os contornos
do teu corpo nocturno.
Acendo estrelas na noite escura
para guiar o teu voo,
e abandono-me à tua sedução.
Num impulso de amor e desejo,
tomo as tuas asas
para poder voar nesse íntimo voo
onde serei ave
e tu… o céu que me sustém!
albino santos
*Reservados Todos os Direitos de Autor
Buenos días, muy feliz domingo.
ResponderEliminarVaya, sí que nos has puesto las pilas con este poema, seductor y muy cadente.
Un fuerte abrazo.
Albino,
ResponderEliminarteu poema é feito de espera ardente e delicadeza. A noite rasgada, o silêncio rompido e as mãos à procura constroem um desejo que é mais sensorial do que explícito, mais entrega do que urgência. Há beleza nessa vulnerabilidade de quem se abre porta, pele, peito e se deixa conduzir.
A imagem final é especialmente forte: ser ave e encontrar no outro o céu que sustém. Amor e desejo aqui não competem; se completam. Um poema que seduz pela imaginação e permanece pela sensibilidade.
Lindamente escrito
com carinho
Fernanda
Fiquei em suspenso, com a beleza deste poema! Obrigada pela partilha!
ResponderEliminarS I N T O ... .
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Beijo e Bom fim de semana