Encosto-me à noite
com os dedos fatigados
e entro no bosque adormecido
onde a luz se esconde.
O teu corpo responde
ainda antes da tua voz,
e eu leio-te no arrepio leve
e no suspiro que tentas conter.
Há um rumor diáfano entre nós,
uma seiva lenta a subir pelos pulsos
quando te toco
e parece que o mundo se estreita:
a minha boca encontra a tua,
e o meu nome treme dentro do teu.
O teu corpo vibra
sussurra sem palavras,
e eu sigo o teu desejo,
levando o meu próprio fogo
para arder contigo.
Os dedos já não sentem cansaço,
é a ti que sentem!
O teu corpo chama-me
com a voz onde eu sempre amanheço
e eu entrego cada pedaço de mim
ao teu desejo
como quem oferece a luz dos olhos.
albino santos
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