e de repente a escuridão
torna-se fértil e as horas deixam de contar.
Não bates à porta do adormecer,
vens como uma luz que não acorda,
como se soubesses o lugar exato
onde a insónia se desfaz.
Mas tu não chegas: envolves,
entras suavemente no silêncio.
És o gesto invisível
que fecha os meus olhos,
a certeza de que não estou só.
Quando me tocas,
o mundo afasta-se devagar
como a maré obediente à lua.
No teu silêncio há sede de amor,
e no teu olhar apenas desejo.
Os pensamentos soltam-se das mãos,
o tempo desfaz-se em pó de estrelas
e eu adormeço em ti.
E se o sonho chega,
é porque em mim te envolves
e se durmo, é porque me guardas.
És a ternura que a noite inventa
para me deixar desperto para ti.
E quando o dia decide nascer,
ficas comigo
como quem guarda um segredo.
Porque tudo em mim desperta
quando entras no meu sono e o sonho tarda.
entras suavemente no silêncio.
És o gesto invisível
que fecha os meus olhos,
a certeza de que não estou só.
Quando me tocas,
o mundo afasta-se devagar
como a maré obediente à lua.
No teu silêncio há sede de amor,
e no teu olhar apenas desejo.
Os pensamentos soltam-se das mãos,
o tempo desfaz-se em pó de estrelas
e eu adormeço em ti.
E se o sonho chega,
é porque em mim te envolves
e se durmo, é porque me guardas.
És a ternura que a noite inventa
para me deixar desperto para ti.
E quando o dia decide nascer,
ficas comigo
como quem guarda um segredo.
Porque tudo em mim desperta
quando entras no meu sono e o sonho tarda.
albino santos
* Reservados Todos os Direitos de Autor
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