Baixa comigo a luz da noite.
Não digas nada.
Há palavras que perturbam o que é sagrado.
Chega mais perto – assim!
Deixa que o mundo fique lá fora
como um casaco esquecido numa cadeira.
Aqui dentro,
somos apenas o escorrer infatigável do desejo.
Toco-te o rosto com dedos de lume
que a tua pele guarda em pequenas alvoradas,
e eu percorro-as devagar.
Não preciso de lua agora.
Nem do sol.
A única claridade que preciso
é a que nasce quando os teus olhos se fecharem
ao sentir a minha boca na tua.
Nesse secreto instante
o universo reduz-se ao espaço que existe
entre as nossas bocas antes do beijo.
albino santos
* Reservados Todos os Direitos de Autor
Muchas gracias, amigo, por tus generosas palabras en mi blog, palabras que te retribuyo, y cómo no hacerlo, Poeta, que a cada entrega con tus versos nos conmueves y fascinas...
ResponderEliminar