De pétala em pétala
a rosa vai-se abrindo à luz dos dedos
como quem desperta de um sonho.
não há pressa no seu gesto -
há uma escuta atenta ao tempo
na aceitação suave desse instante. Os dedos não chegam para possuir,
chegam como quem acaricia.
Trazem consigo a íntima claridade
de uma luz que não cega – apenas revela.
E a rosa rubra, sensível a esse chamamento,
vai desabrochando, pouco a pouco,
à luz dos dedos.
Cada pétala que se abre
é uma memória que respira,
um céu perfumado que cai sem ruído.
Num um diálogo silencioso e breve
abrem-se as pétalas, rubras e macias,
na lentidão luminosa e delicada dos dedos.
albino santos
* Reservados Todos os Direitos de Autor
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