Tenho os braços em redor do teu corpo
e sinto sede.
Por um instante breve e impetuoso
o teu corpo é como um rio,
onde a fugidia voz da água se perde
nos contornos do teu corpo. No silêncio do teu peito
talvez haja uma fonte nascendo
ou um oásis a florir no coração.
Enquanto dentro de mim
alguma coisa ardia,
derramei a sede no teu olhar
onde os meus olhos sempre se saciam
e os meus lábios murmuram,
mas encontrei uma fonte extenuada,
adormecida nos teus olhos.
Senti - me um deserto,
onde o oásis só floresce quando
o teu corpo é um rio impetuoso
onde o meu se perde.
Sedento de ti,
longamente, bebo o horizonte
como quem bebe a madrugada…
albino santos
* Reservados Todos os Direitos de Autor
* Reservados Todos os Direitos de Autor
Sem comentários:
Enviar um comentário