Não tens hora para chegar –
és como a maré que ignora as horas
e aprende o caminho pelo instinto da lua,
Vens quando o silêncio escorre nas janelas
e a noite respira sobre os telhados.
Poisas no canto dos meus lábios
como um pássaro assustado – leve e trémulo,
trazendo nas asas o cansaço da distância
e no peito um coração pulsante de desejo.
Há em ti uma urgência súbita,
um pedido mudo de aconchego
como se a minha boca
fosse o último ramo antes da queda,
ou o ninho seguro contra a tempestade.
Ficas em mim, entre o ardor do desejo
e a vontade de permanecer.
De beijo em beijo
vais subindo até ao ramo mais alto
como se a noite te procurasse
para amanhecer.
albino santos
* Reservados Todos os Direitos de Autor
EU NÃO ARDO NAS SOMBRAS, CONSTRUO ALVORADAS!...
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
UM PÁSSARO ASSUSTADO
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