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segunda-feira, 13 de abril de 2026

A NOITE DEMOROU-SE EM TI

A noite demorou-se em ti.
Não foi apenas passagem,
foi um fogo lento
como se a noite guardasse nos dedos
o rasto quente da tua pele.

Agora amanhece,
mas o teu corpo ainda conserva
o brilho húmido das horas proibidas,
e o quarto ainda respira
o calor dos teus gestos.

A luz fatigada
escorre na nudez do teu corpo.
E tu cintilas,   
como um corpo transpirado
num charco de luz.
A manhã nasce lá fora,
mas aqui dentro
é em ti que o desejo ainda canta.

 

albino santos
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