A
noite demorou-se em ti.
Não foi apenas passagem,
foi um fogo lento
como se a noite guardasse nos dedos
o rasto quente da tua pele.
Agora amanhece,
mas o teu corpo ainda conserva
o brilho húmido das horas proibidas,
e o quarto ainda respira
o calor dos teus gestos.
A luz fatigada
escorre na nudez do teu corpo.
E tu cintilas,
como um corpo transpirado
num charco de luz.
A manhã nasce lá fora,
mas aqui dentro
é em ti que o desejo ainda canta.
albino santos
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