Tu és poesia.
Não a que se explica,
mas a que se sente quando te olho.
És verso livre quando sorris
e o mundo desaprende a métrica,
quando o tempo pára só para te ver passar.
És rima perfeita quando hesitas,
porque a dúvida em ti
soa a verdade dita num sussurro.
Quando te calas, és metáfora viva:
silêncio que diz mais que qualquer palavra,
pausa onde o coração aprende a escutar.
Tens nos olhos a gramática do indizível,
nas mãos as carícias da pontuação,
e no peito um poema que se escreve
para os voos mais audaciosos.
Ler-te… é nunca chegar ao fim!
E, ainda assim,
é querer ficar em cada verso.
albino santos
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Muy atractiva tu musa inspiradora, Albino, me llevo esas sandalias transparentes, un abrazo.
ResponderEliminarAlbino,
ResponderEliminarQue lindo!!!
Teu poema vem como quem não pede licença entra e fica. Há nele uma delicadeza que não se anuncia, mas se impõe pela verdade do sentir. Não é poesia de ornamento; é poesia de presença. Daquelas que reconhecem o outro não como objeto do verso, mas como experiência viva, em movimento.
Chama-me a atenção a forma como transformas gestos simples o sorriso, a hesitação, o silêncio em linguagem essencial. O verso livre, a pausa, a dúvida… tudo ganha dignidade poética, como se o ser, em sua imperfeição, fosse o lugar exato da beleza. Há maturidade nisso: compreender que a métrica se desfaz quando o afeto é real, e que a rima mais justa nasce justamente onde não há certeza.
Teu poema escuta antes de falar. E talvez por isso ele permaneça em sons como eco. Porque quando dizes que “ler é nunca chegar ao fim”, tocas numa verdade profunda: há pessoas e poemas que não se esgotam, apenas se aprofundam a cada leitura.
Obrigada por esse belo poema que não aprisiona, mas convida. Que os teus versos sigam assim: livres, atentos e verdadeiros.
Com carinho,
Fernanda
Preciosa poesía Albino , tienes mi aplauso👌👏👏👏
ResponderEliminarUn abrazo