O amor ás vezes é luz que nasce no olhar
como manhã depois da chuva,
clara, quente, imprevisível.
Caminha pelos dias
acendendo pequenas estrelas
nas coisas simples:
um gesto,
um sorriso,
um nome dito devagar,
o canto súbito de um pássaro.
Foi apenas a sombra de um dia que passou.
Mas se a sombra chega
com o desejo pousado na alma,
o amor não se perde,
fica guardado como brasa sob a cinza,
esperando o sopro certo para voltar a arder.
Porque quem ama
nunca esquece que dentro do peito
há sempre um pedaço de sol à espera
de arder outra vez.
albino santos
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