Nos teus olhos viçosos
se perdem os contornos do meu olhar.
Diante de ti,
Sou a nómada vertigem do desejo
olhando sem pudor
o teu ventre fecundo, os seios em alvo,
sentindo o inconfundível gosto
a amoras maduras,
que goteja incessante
os sabores em que me invento.
Deslumbrado e entontecido,
na vertigem incendiada
que te percorre e desnuda,
pouso sobre a blusa
um ousado carinho,
fito o teu olhar com um longo afago.
Por entre a delicada seda
os dedos desenham a orla,
libertam o botão.
Devagar...a mão recolhe o murmurar do seio.
albino santos
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