na pele todos os poemas ainda queimam.
Cada raio de sol que entra pela janela
é como um sopro sobre o fogo,
reacendendo o verso
que insiste em ser chama.
Tudo se transforma num solfejo de luz,
como se uma matinal melodia
Com o aroma da madrugada devassando o ar,
esquecemos que existe um tempo para o amanhecer,
um patamar para a claridade.
A noite teima em brincar no nosso corpo,
chama por nós…
é só tempo de fechar a janela
escurecer secretamente o dia,
e reinventar o prazer
na luz transfigurada da manhã…
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