EU NÃO ARDO NAS SOMBRAS, CONSTRUO ALVORADAS!...

segunda-feira, 15 de junho de 2026

O RIO



 



Há muito que as minhas águas aprenderam o caminho para chegar até ti e nunca mais deixaram de correr na tua direcção. Em ti desaguam os rios da espera e os da esperança. Os que nascem serenos nas montanhas da manhã e os que transbordam nas tempestades da noite. Em ti chegam as correntes que escondo do mundo, carregadas de silêncios, memórias e perguntas que nunca ousei pronunciar. Entrego-te tudo o que passa por mim: as margens que construí para me proteger, as pontes que ergui para te alcançar, os reflexos de céu que transporto nas águas inquietas do meu peito.
Mas os rios também se cansam de correr sem saber se rumam ao mar ou ao deserto. Até quando as minhas águas hão-de procurar o teu horizonte? Até quando farei de ti a foz de tudo o que sou?

Porque há uma hora em que até os rios desejam repousar. Uma hora em que deixam de querer perder-se e começam a desejar encontrar-se. O rio que durante tanto tempo correu para encontrar a tua foz, começa a escutar o rumor distante das suas nascentes.



albino santos
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17 comentários:

  1. Un río de amor que seguro llegará al lugar soñado, un abrazo Albino!

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  2. Ay, tus estupendos textos que nos hacen soñar despiertas!
    Precioso conjunto de belleza y sensualidad...
    Un beso

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  3. Prosa que uno no quiere dejar de leer, con la que uno se deja llevar, prosa que no encuentra final sólo un volver a empezar... prosa que fluye natural...
    Abrazo hasta vos, Poeta.

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  4. Olá caro A.S.
    Que bonitas palavras dentro do seu poema.
    Gostei muito meu amigo poeta.
    Boa semana.
    Beijo!

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  5. Em ti desaguam os rios da espera e os da esperança.

    Boa noite, poeta Albino!
    Que nunca nos falte a doce espera e a esperança firme"
    O amor precisa dos dois...
    Tenha dias novos abençoados!
    Abraços fraternos

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  6. Unas imágenes preciosas en tu prosa Albino. Un río de palabras metafóricas son las tuyas pero ellas nunca llegarán al desierto porque fluyen como el más caudaloso río del amor.
    Un abrazo y que tengas una bonita semana.

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  7. 𓂃˖˳·˖ ִֶָ ⋆🌷͙⋆ ִֶָ˖·˳˖𓂃 ִֶָ𓂃˖˳·˖Que bela metáfora, Albi! por veces, pasamos tanto tiempo a entregar-nos alguem que nos esquecemos de volver al origen y de nos perguntarmos para onde queremos ir. Ha tanta ternura e tanta verdade nestas palavras...!💙 ִֶָ ⋆🌷͙⋆ ִֶָ˖·˳˖𓂃 ִֶָ beijoss
    𓂃˖˳·˖ ִֶָ ⋆🌷͙⋆ ִֶָ˖·˳˖𓂃 ִֶָ

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  8. Querido Albino,

    Há uma elegância melancólica na forma como conduz este rio. Enquanto lia, tive a impressão de estar diante daqueles sentimentos que, por serem demasiado profundos, raramente se anunciam em voz alta. As suas águas não falam apenas de amor, mas da longa e silenciosa arte da espera.
    Confesso que me detive especialmente na imagem do rio que, depois de correr tão fielmente em direção a uma única foz, começa a ouvir o chamado distante das próprias nascentes. Há nisso uma verdade delicada: por mais nobre que seja a entrega, ninguém deveria afastar-se para sempre de si mesmo. Os rios, tal como os corações, foram feitos para seguir o seu curso, mas também para reconhecer quando é tempo de repousar. E talvez a maior demonstração de sabedoria não esteja em chegar ao mar, mas em recordar de onde vieram as águas.
    Um texto belo, sensível e profundamente poético, escrito com a serenidade de quem conhece os caminhos da alma.

    Abraço
    Fernanda

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  9. Ese río , es agua al igual que lo somos todos cuando nos deshacemos en ella.
    Un fuerte abrazo,muy bonita entrada.

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  10. Caro Albino.
    Consegues incutir no leitor uma delicada sensação de melancolia que leva-nos a percorrer este rio de emoções, sentidas e repletas de esperança.
    Muito bonito.

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  11. Qué bonito relato con ese símil del agua de río. me ha encantado Albino!!
    Besicos muchos.

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  12. Palavras onde corre um rio de amor pronto a desaguar num corpo. Belíssimo, meu Amigo Albino.
    Um beijo.

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  13. Qué gran tema amigo. Es una bella metáfora que compara el fluir del agua con nuestros sentimientos. Cuando se añora a alguien, ese sentir necesita encontrar, no sin antes, encontrarse a sí mismo. Lo digo con conocimiento de mi propia experiencia. Cuando solo nos dedicamos a buscar, nos cansamos, nos frustramos, y es que buscamos saciarnos con lo ajeno, sin antes haber buscado nuestra propia fuente de agua. Hermosa prosa amigo, te mando un fuerte abrazo.

    P A T Y

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  14. Que profunda prosa nas águas de um rio transbordando sentimentos.
    Sente-se cada palavra a nos percorrer na sinuosidade das metáforas.
    Que belo!!! Li e reli! Amei!!!
    Tenha uma ótima e feliz semana!

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  15. Cuando se leen estas cosas tan bellas uno no tiene más remedio que disfrutarlas desde el alma, Albino. Una preciosidad! Un abrazo.

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  16. Uffff, esos ríos, esos cauces, esas orillas, esos puentes y reflejos del cielo...Toda esa lucha y experiencia se convierten en sabiduría y...de pronto el cielo nos devuelve todo lo que hemos dado con amor, Albino...Muy bello e inspirador.
    Mi abrazo siempre, amigo poeta.

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