Ao
sol débil e já tardio
na ânsia de abraçar quanto podia
dei-te o mais secreto e estranho beijo.
Mas tanto exigimos às breves carícias
que nos perdemos na vertigem
do beijo amachucado
e ficamos sem mãos antes do tempo,
sem uma palavra,
sem um rumor de pálpebras.
o perfume vivo dos nossos corpos.
Aturdidos em silêncio
tudo declinou e empalideceu
e veio o vento magoar-nos
com a frieza de olhares silenciosos.
E se um adeus houver
tudo se vai perder no rumor do vento,
por nada de eterno haver entre os lábios.
albino santos
* Reservados Todos os Direitos de Autor
* Reservados Todos os Direitos de Autor
Melancólico poema. Te mando un beso.
ResponderEliminarDestaco o começo e fim do teu texto. ( para mim, claro )
ResponderEliminarE, já agora, a excolha da imagem é perfeita.
Gostei muito de ler, ou melhor, da sensação que fica em nós, depois de ler.
Cumprimentos!
El declinar del amor, un abrazo Albino!
ResponderEliminarBoa tarde AS
ResponderEliminarUm poema de grande delicadeza emocional, onde a intensidade do encontro se confronta com a fragilidade do efémero. As imagens sensoriais,o beijo, o perfume dos corpos, o rumor do vento, constroem uma atmosfera melancólica e contemplativa, deixando no leitor a sensação de que alguns instantes, por mais profundos que sejam, não conseguem vencer a passagem do tempo.
A imagem em completa sintonia.
Boa semana com muita saúde e paz.
:)
Poeta Albino, boa tarde de paz!
ResponderEliminarTomara não haja razão do vento levar o "eterno"...
Tenha dias abençoados!
Abraços fraternos
A veces cuando el amor se va, queda ese regusto que nos deja con el corazón temblando...
ResponderEliminarQué precioso!
Un beso grande.
Hola Albino, versos de despedida de un amor que palidece.
ResponderEliminarUn abrazo poeta
Puri
Olá caro A.S.
ResponderEliminarPara mim, este poema transmite a beleza e a tristeza de um amor vivido com intensidade. Relembra momentos de proximidade e carinho que, com o passar do tempo, vão se tornando apenas lembranças. O perfume que desaparece e do vento que traz frieza fazem sentir a saudade e a dor da distância. No final, o poema faz-nos pensar como alguns sentimentos e momentos, por mais especiais que sejam, nem sempre duram para sempre.
Muito bom meu amigo poeta.
Beijo!
Amigo, e verdade, muitas vezes esforcamo-nos bastante… e simplesmente nao resulta. Alguns ventos sao implacaveis.
ResponderEliminarUm grande abraco, caro Albino!
Eres una fuente inagotable de palabras hermosas, en esta ocasión parecen nostálgicas por la separación de algún amor, pero siempre dulces y elegantes.
ResponderEliminarUn abrazo Albino y que tengas un buen fin de semana.
También el amor acaba, irremediablemente. Hermoso tu poema. Prodigiosa inspiración la tuya.
ResponderEliminarUn abrazo muy grande.
No puede haber adiós entre tamaños pasionales versos, amigo. Te felicito una vez más...
ResponderEliminarPode haver uma adeus... Mas também pode haver um recomeçar. E entre dois corpos efervescentes tudo ficará mais belo! :) adorei!
ResponderEliminar-
O SONHO ....
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Beijos e um bom Domingo.
Albino, nada es en vano, todo tiene un sentido y una razón de ser...Cuando algo termina, comienza un nuevo tiempo, una nueva etapa, que nos trae nuevas oportunidades y tu sabes mover las palabras y los tiempos para que todo vuelva a ser, amigo poeta.
ResponderEliminarMi abrazo entrañable y admirado.
Estou revisando meus blog e vi um comentário no meu em 2007, já tempo mas mesmo assim obrigado { https://artesadaspalavras.blogspot.com/ }
ResponderEliminarSe um adeus hover....
ResponderEliminarFica tudo que foi guardado no beijo, fica sempre o toque....