Nós fomos o tempo das cerejas
a felicidade nua a pulsar nos lábios
um verão breve
amadurecendo entre os dedos
Fomos tardes abertas ao sol,
a pele morna, o riso sem destino
e aquele silêncio doce
onde o mundo parecia caber inteiro
dentro de um beijo.
Aprendemos a sorver a vida devagar
como quem acredita
que a eternidade pode começar
em qualquer instante.
Mas todos os estios se despedem.
Vieram os dias mais pálidos
e o verão amadurecendo em silêncio
dentro de nós.
Nós fomos o tempo das cerejas
e talvez por isso
ainda há doçura naquilo que nos dói…
.
albino santos
* Reservados Todos os Direitos de Autor
Me alegra volver a leerte, querido poeta Albino, tus versos laten entre cerezas, madurando las emociones, y es que los veranos pasan, como también los sentimientos se transforman, nada permanece estable, pero siempre se recuerda lo vivido.
ResponderEliminarUn placer estar de nuevo por el mundo bloguero después de mi ausencia.
Que estés teniendo un feliz día.
Besos.
Cada palabra escrita es emoción y sensibilidad, en éste hermoso poema, por todo ello leerte siempre es un placer... Y decirte que las cerezas son mi fruta preferida en éste tiempo estival. Besos
ResponderEliminarOh qué belleza, tan fresco y sensual para este verano tan tórrido!
ResponderEliminarPreciosos y deslumbrantes tus versos!
Un beso!
Olá caro A.S.
ResponderEliminarAchei o poema muito sensível, pois fala sobre momentos felizes que passam, mas continuam vivos nas nossas lembranças. A imagem das cerejas representa essa doçura da vida e mostra que, mesmo com a saudade ou a dor, as experiências boas deixam marcas bonitas em nós.
Muito bom amigo poeta.
Boa semana.
Beijo!
Qué bonito Albino. Precioso el símil de la cerezas.
ResponderEliminarBesicos muchos.
Extrañaba leerte siempre tan Poeta, amigo, tan lúcido y sensible, tan impecable en cada letra...
ResponderEliminarSua sensibilidade e capacidade de expressar é extraordinária, fora do comum As
ResponderEliminarBonito pensar que sempre fica uma doçura depois do estio.
Te abraço desejando uma semana com tardes lindas de sol .
Tiempo de cerezas, del dulce amor, un abrazo Albino!
ResponderEliminarBoa tarde A.S.
ResponderEliminar"Tempo de Cerejas" é um poema que celebra a memória dos dias luminosos do amor, sem ceder à nostalgia excessiva.
O poema conduz-nos, com delicadeza e imagens de grande beleza, da plenitude de um verão vivido intensamente até à aceitação serena da sua passagem.
No fim, fica a ideia mais comovente: o tempo leva os dias, mas não consegue apagar a doçura daquilo que verdadeiramente nos marcou.
Um poema de linguagem simples e profundamente evocativa, onde a emoção floresce em cada verso.
A imagem em completa sintonia.
Um bom trabalho poético.
Boa semana com saúde e paz.
:)
Que hermosa época de las cerezas, imposible detener el verano se va dejando recuerdos de sus días.
ResponderEliminarAbrazo
Preciosos y sensibles versos, Albino. Admiro tu poesía. Un abrazo.
ResponderEliminarQue belissimo!! Na delicadeza das palavras ardem lembranças, doçuras em tempo de cerejas.
ResponderEliminarPrimorosa inspiração!! Adorei!!
Beijos!
Me gusta esa profundidad que aletea en tus letras, que a la vez es dulce, cercana e intima, Albino..Sabes moldear el poema, hacerlo vibrante y único...Una maravilla, amigo.
ResponderEliminarMi abrazo entrañable y admirado por tu buen hacer y cercanía.