Tenho
a alma vazia de ti
neste
hálito que ainda te respira.
Aguarda-me!
Voltarei
na discreta eloquência do silêncio,
como
poesia oculta num beijo que parte
sedento de desejo.
Brotarei
das constelações e dos céus
na ousada e irresistível exaltação
da intimidade da noite
para me cobrir com a tua pele
e adormecer em teu ventre.
Aguarda-me!
Regressarei para renascer em teus braços!
albino santos
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