Não me perguntes porque partem
as aves
nem porque corre o rio para o mar.
Nada sei.
Apenas peço ao vento
que te leve a minha luz
e me traga o fulgor do teu desejo,
a doçura dos teus beijos
que me faz acreditar
em cada um dos meus sonhos
e tornam mais leve
cada um dos meus cansaços.
No nosso coração pulsa um tempo
que nos rejuvenesce
e nos torna cada vez mais num só.
E quando no silêncio da noite
gritam os mais íntimos desejos,
desvendo-te os segredos
ocultos na noite
e que tu sentes sobre a pele,
e que a minha boca sussurra
em cada manhã que as rosas soletram
o teu nome.
albino santos
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