Enquanto a noite avança
silenciosamente
há uma escura suavidade
em cada penumbra do teu corpo
a perpetuar a sombra dos caminhos.
Silêncio… nenhum som,
senão o da tua língua a roçar
os meus pensamentos
como uma música de água
que atravessa o tempo e nunca dorme.
Doce canção, sonho e silêncio
de muitas manhãs,
melodia que a luz de outro tempo
ainda não esqueceu.
Sons diluídos na tua voz de anjo
inventando eternidades
na deliciosa suavidade do teu corpo.
Evanescente… eternamente evanescente!
albino santos
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